Terceiro corpo encontrado em cisterna é de Ana Beatriz, última vítima da chacina no DF

Foto: Reprodução

Nesta quarta-feira (25/1), a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) identificou que o terceiro corpo encontrado em uma cisterna de uma casa abandonada no Núcleo Rural Santos Dumont, em Planaltina, é de Ana Beatriz Marques de Oliveira, de 19 anos, filha de Cláudia Regina Marques de Oliveira. Com a identificação, fica confirmado que 10 pessoas da mesma família foram assassinadas.

O cadáver foi encontrado junto com os corpos de Thiago Gabriel Belchior, marido da cabelereira Elizamar da Silva, e de Cláudia, ex-esposa do pai de Thiago, que também foi morto. A equipe de necropapiloscopia do Instituto de Medicina Legal (IML) identificou os corpos dos dois por meio de impressões digitais. Porém, no caso de Ana Beatriz, a polícia precisou encaminhar o corpo para o Instituto de Pesquisa de DNA Forense, da PCDF, para a realização de exames genéticos.

Ao todo, 10 pessoas da mesma família desapareceram. Todos foram encontrados mortos e foram identificados:

    • Elizamar da Silva, 39 anos;
    • Thiago Gabriel Belchior, 30 anos, marido de Elizamar Silva;
    • Rafael da Silva, 6 anos, filho de Elizamar e Thiago;
    • Rafaela da Silva, 6 anos, filha de Elizamar e Thiago;
    • Gabriel da Silva, 7 anos, filho de Elizamar e Thiago;
    • Marcos Antônio Lopes de Oliveira, 54 anos, pai de Thiago e sogro de Elizamar;
    • Cláudia Regina Marques de Oliveira, 55 anos, ex-mulher de Marcos Antônio;
    • Renata Juliene Belchior, 52 anos, mãe de Thiago e sogra de Elizamar;
    • Gabriela Belchior, 25 anos, irmã de Thiago e cunhada de Elizamar;
    • Ana Beatriz Marques de Oliveira, 19 anos, filha de Cláudia e Marcos Antônio

Três homens acusados pelo crime já estão presos: Gideon Batista de Menezes, Horácio Carlos Ferreira Barbosa e Fabrício Silva Canhedo. O quarto suspeito, Carlomam dos Santos Nogueira, 26 anos, segue foragido. Durante as apurações, a PCDF localizou impressões digitais de Carlomam no cativeiro e no carro de uma das vítimas.

Investigação

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) acredita na hipótese de que a família tenha sofrido extorsão.

“Reforça a nossa segunda linha de investigação, de que a família tenha sido morta para que os criminosos ficassem com o dinheiro das vítimas. A família foi levada ao cativeiro, onde podem ter sofrido violência e ter sido obrigada a fornecer senhas, contas bancárias e outros dados pessoais. Depois, mataram um por um”, disse o delegado Ricardo Viana, da 6ª Delegacia de Polícia.

A polícia segue a investigação a partir da quebra de sigilo telefônico e de internet dos suspeitos, segundo o delegado. “Todas essas provas vão ser assimiladas pela investigação para ver se a gente tem uma conclusão final sobre a real motivação desses fatos.”

A corporação informou que um dos suspeitos pelo crime colaborou com a investigação e apontou a localização dos corpos encontrados na madrugada de terça. As vítimas foram encontradas dentro de uma cisterna, tinham sinais de violência e estavam em estado avançado de decomposição.

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