Justiça mantém prisão dos acusados de matar 10 pessoas da mesma família no DF

Foto: Reprodução

Nesta sexta-feira (5/5), o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) manteve a prisão dos cinco acusados da maior chacina do Distrito Federal. Eles são acusados de

São eles, o mentor do crime, Gideon Batista de Menezes e os outros quatro envolvidos: Fabrício Silva, Horácio Carlos Ferreira, Carlomam dos Santos e Carlos Henrique Alves.

Na decisão, o Juiz Taciano Vogado destacou a gravidade dos fatos criminosos que mataram 10 pessoas. “A prisão foi decretada visando resguardar a ordem pública”. O magistrado ainda reforçou que não cabe outra medida que não seja a prisão.

Os criminosos começaram a planejar a chacina em outubro. No dia 23 daquele mês, alugaram o cativeiro onde manteriam as vítimas.

Segundo a PCDF, o crime foi cometido porque o grupo queria posse de uma chácara onde parte da família morava, avaliada em R$ 2 milhões. No terreno, viviam também Gideon e Horácio. Os dois contaram aos investigadores que eram funcionários do mecânico Marcos Antônio Lopes de Oliveira, e que queriam vender a chácara em seguida. O plano seria assassinar toda a família para tomar posse do imóvel.

Dinâmica do crime

O plano começou quando Marcos, sua esposa Renata Juliene Belchior, 52 anos, e a filha deles Gabriela Belchior de Oliveira, 25 foram rendidos. O primeiro a ser morto foi Marcos ainda na chácara.

Neste mesmo dia, a ideia dos criminosos era render Marcos, Renata e Gabriela na chácara. Gideon deu acesso a Carloman e ao menor, no intuito de simular um roubo à chácara. Horácio estava no local e fingiu-se de vítima. No entanto, o Marcos reagiu ao suposto assalto e foi atingido por Carloman com um tiro na nuca.

Depois disso, o grupo criminoso levou Renata, Gabriela e Marcos para a casa usada como cativeiro. Na mesma noite, o homem foi esquartejado na cozinha daquela residência por Gideon e Horácio, que enterraram a vítima no local.

Durante a madrugada, o adolescente entrou em pânico, pulou o muro da casa e fugiu.

Já no dia 4 de janeiro, os criminosos levaram Cláudia e a filha dela, Ana Beatriz Marques de Oliveira, para o local do cárcere. Após a venda de uma casa de Cláudia, o grupo simulou, com o celular de Marcos, que Gideon, Horácio e Fabrício ajudariam na mudança para a nova residência da mulher. Quando Cláudia e a filha, Ana Beatriz, entraram na casa nova, foram rendidas por Carloman enquanto os outros fingiam ser vítimas também.

Rendidas, as duas foram levadas ao cativeiro. Renata e Gabriela ficaram em um cômodo e Cláudia e Ana em outro.

No dia 12, Thiago recebeu um bilhete atraindo ele, esposa Elizamar da Silva, 39, e os filhos do casal até a chácara no Itapoã. Chegando ao local, Thiago foi rendido. A cabelereira Elizamar foi ao local após sair do trabalho, à noite, e também acabou rendida.

Uma vez que o adolescente não quis mais participar do crime, o grupo precisou de mais um ajudante: Carlos Henrique Alves da Silva, conhecido como “Galego”.

De lá, criminosos seguiram para Cristalina (GO) com a cabelereira e os três filhos dela, onde asfixiaram as vítimas e queimaram o carro de Elizamar. Thiago continuou no cativeiro.

Na madrugada do dia 14, Renata e Gabriela foram mortas e Unaí (MG). Tanto Carloman quanto Horácio e Gideon participaram do incêndio do veículo. Por conta das queimaduras, este último ficou de fora da execução das outras mortes.

Já Thiago, Cláudia e Ana saíram do cativeiro ainda com vida no dia 15, mas foram esfaqueados na área próxima à cisterna onde seus corpos foram deixados, em Planaltina.

O delegado Ricardo Viana, da 6ª Delegacia de Polícia, no Paranoá, afirma que os suspeitos podem pegar até 340 anos de prisão pelos crimes de homicídio qualificado, latrocínio, associação criminosa qualificada, corrupção de menor e extorsão com resultado morte.

Políticas de Privacidade

Este site usa cookies para que possamos fornecer a melhor experiência de usuário possível. As informações de cookies são armazenadas em seu navegador e executam funções como reconhecê-lo quando você retorna ao nosso site e ajudar nossa equipe a entender quais seções do site você considera mais interessantes e úteis.