Na tarde desta quarta-feira (18/1), investigadores da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) encontraram mais um corpo no caso que envolve o desaparecimento de pessoas da mesma família.
O cadáver foi encontrado no cativeiro em Planaltina, no Vale do Sol, entre o Vale do Amanhecer e o Araponga, onde Renata Juliene Belchior, 52 anos, e Gabriela Belchior de Oliveira, 25 anos, foram mantidas em cárcere. Elas são, respectivamente, mãe e irmã de Thiago Gabriel Belchior, 30, acusado de planejar juntamente do pai, Marcos Antônio Lopes, 54, os assassinatos. Um vídeo divulgado pela PCDF mostra o lugar em que as vítimas teriam permanecido.
Ainda não se sabe informações do cadáver encontrado. A ação conta com o apoio do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF).
Um dos homens presos por envolvimento no crime, Horácio Carlos Ferreira Barbosa contou à polícia que ele e Gideon Batista de Menezes receberam R$ 100 mil para matar a cabeleireira, os três filhos — Gabriel, de 7 anos, e os gêmeos Rafael e Rafaela, de 6 anos —, a sogra, Renata Juliene, e a cunhada da mulher, Gabriela Belchior. Em depoimento, ele afirmou que Elizamar e os filhos foram mortos primeiro. Já Renata e Juliene teriam sido mantidas no cativeiro por cinco dias.
Ainda de acordo com o depoimento, Marcos teria, inclusive, roubado o celular delas e respondido mensagens de texto, se passando pelas mulheres. Vendadas, ambas eram ameaçadas constantemente, inclusive com violência psicológica de que seriam alvejadas.
Segundo o delegado da 6ª Delegacia de Polícia, Ricardo Viana, de lá, elas foram levadas até Unaí, em Minas Gerais, onde um carro incendiado foi encontrado no sábado (14/1). Dois corpos estavam dentro do veículo.
Ainda conforme o depoimento do suspeito, as duas teriam sido sufocadas antes do carro ser queimado. No entanto, a identificação dos corpos ainda não foi concluída.
Thiago e Marcos estão desaparecidos desde a descoberta do caso. A motivação apontada pela polícia seria uma grande quantia em dinheiro, que seria da venda de um terreno da esposa de Marcos, Renata Juliene no valor de R$ 400 mil, e R$ 100 mil que eram de Elizamar. Do montante, R$ 100 mil teriam sido pagos aos matadores.
Além disso, a polícia afirmou que, em depoimento, Horácio contou que outras duas pessoas participaram do crime: uma amante de Marcos, com quem ele pretendia fugir, e a filha dessa mulher. As duas também estão desaparecidas.
Investigação
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) não descarta a possibilidade de que o marido de Elizamar da Silva, Thiago Gabriel Belchior, 30 anos, e o pai dele, Marcos Antônio Lopes de Oliveira, 54 anos, também sejam vítimas do crime.
A PCDF trabalha com duas linhas de investigação para tentar resolver o mistério em torno da possível chacina da família. Uma delas é de que Thiago e o pai dele, Marcos Antônio seriam mandantes dos assassinatos e a outra é a de que eles também teriam sido assassinados, pois estão desaparecidos.
A corporação divulgou informações do caso, após a prisão de três suspeitos de atuação no crime. De acordo com o delegado Ricardo Viana, da 6ª Delegacia de Polícia, Horácio Carlos Ferreira Barbosa, de 49 anos, contou que ele e Gideon Batista de Menezes, de 55 anos, receberam R$ 100 mil de Thiago e Marcos para matar a cabeleireira, os três filhos — Gabriel, de 7 anos, e os gêmeos Rafael e Rafaela, de 6 anos —, a sogra, Renata Juliene Belchior, 52 anos, e a cunhada da mulher, Gabriela Belchior Oliveira, de 25 anos.
A motivação apontada pela polícia seria uma grande quantia em dinheiro, que seria da venda de um terreno da esposa de Marcos, Renata Juliene no valor de R$ 400 mil, e R$ 100 mil que eram de Elizamar. Do montante, R$ 100 mil teriam sido pagos aos matadores.
Em depoimento, ele afirmou que Elizamar e os filhos foram mortos primeiro. Já Renata e Juliene teriam sido mantidas no cativeiro por cinco dias, de lá, elas foram levadas até Unaí, em Minas Gerais, onde um carro incendiado foi encontrado no sábado (14/1). Dois corpos estavam dentro do veículo. Os investigadores aguardam resultado de exames de DNA para descobrir as identidades das vítimas.
“As investigações prosseguem no intuito de verificar a versão apresentada, isto é, se o pai das crianças e o avô estão vivos e se realmente foram coautores do hediondo crime”, ressalta o delegado-chefe da 6ª DP, Ricardo Viana. Além da PCDF, as polícias civis de Minas e Goiás estão no caso.







