O Ministério Público Federal (MPF) abriu um procedimento para investigar a conduta do presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, que foi denunciado por funcionárias do banco por assédio sexual. O MPF relatou que o procedimento corre sob sigilo judicial.
A investigação foi revelada pelo portal Metrópoles, nesta terça-feira (28/6). Segundo o portal, há diversas acusações contra Guimarães, com relatos de situações em que ele age de forma inapropriada diante de funcionárias do banco estatal, com toques íntimos não autorizados, convites incompatíveis com a situação de trabalho e outras formas de assédio. Os relatos destes supostos abusos ocorreram, na maior parte das vezes, em viagens de trabalho da Caixa pelo Brasil.
Em um dos depoimentos ao site, uma das funcionárias que integrava comitiva de Guimarães diz ter sido convidada para ir à piscina do hotel onde estavam hospedados. No local, ela e outra empregada do banco convidada teriam assistido ao presidente nadar na piscina. Na ocasião, ouviram de um dos auxiliares de Guimarães: “E se o presidente quiser transar com você?”
Uma funcionária contou ao site que Guimarães teria se virado para ela e feito uma afirmação agressiva: “Ele me falou: ‘Vou te rasgar. Vai sangrar’”. As denúncias divulgadas também apontam que Guimarães “pegava” na cintura ou no pescoço de funcionárias sem consentimento.
O presidente chegava a pedir com frequência que suas auxiliares levarem em seu quarto de hotel objetos que ele “precisava”, como carregadores de celular ou algum documento. Ao menos uma vez, atendeu a uma delas de cueca. Em outra, teria pedido para a mulher tomar um banho e voltar ao seu quarto para “tratarem de sua carreira”.
Após a revelação do caso, o banco decidiu cancelar a entrevista coletiva do Plano Safra, que estava prevista para ocorrer na tarde desta quarta-feira (29/6). Em nota ao Metrópoles, a Caixa informou que “não tem conhecimento das denúncias apresentadas pelo veículo”.
“A Caixa esclarece que adota medidas de eliminação de condutas relacionadas a qualquer tipo de assédio. O banco possui um sólido sistema de integridade, ancorado na observância dos diversos protocolos de prevenção, ao Código de Ética e ao de Conduta, que vedam a prática de ‘qualquer tipo de assédio, mediante conduta verbal ou física de humilhação, coação ou ameaça’”, diz trecho do documento.
Aliados do presidente Jair Bolsonaro (PL) e fontes da Esplanada dos Ministérios relataram que Guimarães deve ser demitido nesta quarta-feira (29/6) ou pedirá demissão para cuidar de sua defesa.
Com informações da CNN Brasil








