Em um discurso mais longo do que o normal, após abrir oficialmente a Semana das Comunicações no Palácio do Planalto, o presidente Jair Bolsonaro voltou a criticar medidas restritivas de circulação para conter o contágio da covid-19, reclamou de críticas por ele não usar máscara e causar aglomerações com suas visitas inesperadas a cidades e bairros do Distrito Federal, e insinuou que o novo coronavírus poder ser fruto de uma guerra biológica.
“Nas ruas, já se começa pedindo que o governo baixe um decreto. E se eu baixar um decreto, vai ser cumprido, não será contestado por nenhum tribunal. O Congresso estará ao nosso lado. O povo estará ao nosso lado. Quem poderá contestar o art. 5º da Constituição? O que está em jogo? Queremos a liberdade para poder trabalhar, queremos o nosso direito de ir e vir. Ninguém pode protestar isso. E esse decreto que eu baixar, repito: será cumprido, juntamente com nosso Parlamento, juntamente com nosso poder de força, juntamente com nossos 23 ministros”, disse criticando as medidas de fechar comércio e indústria adotadas por governadores que prejudicam a economia.
No discurso, Bolsonaro ainda questionou: “De onde nasceu essa excrecência para dar poderes a governadores e prefeitos? Levar desespero a famílias por não poder trabalhar. Alguns quando procuram como se conformar são proibidos de ir na igreja ou no templo. Estamos assistindo cenas de pessoas sendo presas. Onde nós estamos? Cadê a nossa liberdade? O desemprego, a miséria é terreno fértil para ditaduras”.










